cachoeiras da serra da canastra - de lugar nenhum (1)

Um destino ainda de pouco alcance nacional, mas que é orgulho local de Minas Gerais (e parte do estado de São Paulo) são as cachoeiras da Serra da Canastra.

É um parque nacional, e os habitantes dos muitos municípios ao arredor que invadem seus rios e cachoeiras aos finais de semana e feriados.

Numa região marcada pela grande biodiversidade, lendas e folclore local riquíssimos, a boa e velha gastronomia mineira que atiça os paladares de todo o Brasil.

Além disso, pequenas cidades com o indescritível gostinho de interior, conhecer a Serra da Canastra é uma ótima pedida para quem visita Minas. 

Hoje, destacaremos um pouco da sua história e faremos uma seleção de algumas das suas cachoeiras tão requisitadas. 

O que é a Serra da Canastra e onde fica?

A Serra da Canastra é um parque nacional criado em 3 de abril de 1972, visando proteger a nascente do Rio São Francisco. Isso mesmo, o famoso rio que atravessa o nordeste brasileiro para desaguar na divisa dos estados de Sergipe e Alagoas, nasce em Minas. 

Portanto, para visitar o espaço é necessário passar por postos de fiscalização e o pagamento de um ingresso. Saiba mais sobre as cachoeiras da Serra da Canastra

Turismo nas cachoeiras da Serra da Canastra

O turista é bem-vindo, mas há uma equipe que trabalha para que a atividade turística renda recursos para a preservação da natureza do local e fiscaliza os visitantes para garantir a minimização do impacto. 

Apesar de a nascente ser convidativa e fazer parte da maioria dos tours que circulam pelo parque, seus arredores têm quedas d’água, lagoas, poços, grutas e atividade natural.

Além das cachoeiras, também é na região que se produz o famosíssimo e internacionalmente premiado queijo canastra, que pode ser degustado e adquirido em dezenas de vendas nos vários municípios próximos. 

Muitas cidades podem ser usadas de base para a exploração do parque, mas três delas se destacam, principalmente pela proximidade: Delfinópolis, Sacramento e São Roque.

Dessas, é a última que dá acesso à entrada principal e que fica mais próxima das atrações mais requisitadas. São Roque ainda apresenta um charme rústico e interiorano, onde a simplicidade e a vida pacata seduzem.

Nos dias de movimento, a boa pedida é ir para a praça principal, circular a igreja, tomar um sorvete ou petiscar em algum dos bares. 

Já com o dia amanhecido, a pedida é contratar um tour ou seguir de veículo próprio até a entrada do parque, com cobrança de ingresso de dez reais para brasileiros, mas vale a consideração: não há nenhum asfaltamento em seu interior e muitos trechos só podem ser percorridos por carros com tração nas quatro rodas.

Considerado isso, vamos explorar as cachoeiras da Serra da Canastra e de seus arredores. 

Cachoeiras da Serra da Canastra – Casca D’anta

Uma das principais cachoeiras da Serra da Canastra é também a maior queda d’água de toda a extensão do rio São Francisco. A atração pode ser visitada de duas maneiras, pela parte alta e pela parte baixa. 

Cachoeira Casca d´Anta uma das mais belas da Serra da Canastra

Do alto se tem uma vista panorâmica impressionante do parque nacional, apesar de que, ironicamente, o ângulo de visão da própria cachoeira fica comprometido. Mas é na parte alta que se acessa, com mais facilidade, a nascente do rio. 

A parte baixa exige uma caminhada de acesso, mas dela vê-se a cachoeira de frente, além de se ter a chance de nadar no poço formado por ela. 

RPPN da Cachoeira do Cerradão 

Essa RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) é acessível a menos de dez quilômetros de São Roque, mas se localiza no vilarejo de Vargem Grande.

Aqui se acessa a cachoeira do cerradão, uma das mais atraentes da Serra da Canastra. Quando está mais caudalosa, promove um espetáculo extremamente fotogênico ao escorregar nervosamente pelos paredões de rocha. 

Cachoeira do Cerradão, vista de longe

O ideal é fazer a visita em meados dos meses de maio ou abril, quando a época de chuvas já acabou, já que o acesso por estrada de terra pode ficar extremamente comprometido se molhado, porém, ainda se tem volume de água suficiente. 

Por se tratar de uma área privada, há cobrança de ingresso. 

Cachoeira da Chinela, na Serra da Canastra

A queda d’água, de fato, não é exuberante, apenas alguns metros saltando de uma rocha rude. Mas o que torna essa atração especial é o poço d’água formado pela cachoeira, ideal para banho e por isso mesmo, muito cheio em dias como domingos e feriados (nesse caso, recomenda-se chegar cedo). 

A água é fria, mas ideal para os dias de calor que fazem nessa região do país e o espaço é seguro para crianças, permitindo que toda a família desfrute sem riscos. Nos fins de semana tem que pagar ingresso. 

Cachoeira do Ouro

Mais uma das cachoeiras da Serra da Canastra, composta por duas quedas d’água, distintas, essa é uma das melhores cachoeiras do interior do parque nacional.

Cercada por densa vegetação, forma um poço fundo na base, acessível aos aventureiros, é calma e rasa no restante, acessível a pessoas de qualquer idade. 

cachoeira do ouro - serra da canastra
Cachoeira do ouro na Serra da Canastra

Para chegar aqui, o ideal é estar hospedado em Delfinópolis, de onde se percorre mais de 30 km até o acesso, todo feito de estrada de terra. 

Como qualquer cachoeira do interior do parque, não há cobrança de ingresso, apenas o do próprio parque nacional. 

Cachoeira Maria Augusta

Em seguida, para quem está no município de Delfinópolis e a apenas 20 km de São João Batista do Glória, a cachoeira Maria Augusta é outra ótima alternativa no interior do parque. 

Cachoeira Maria Augusta - Serra da Canastra
Cachoeira Maria Augusta – Serra da Canastra

Formada por uma sucessão de quedas menores, há uma principal, das cachoeiras da Serra da Canastra, de águas fortes, mas de queda menos íngreme. Esse grande número de quedas forma um poço com profundidade suficiente para banho e mergulho de ótima qualidade. 

Para os mais aventureiros, uma opção é escalar o paredão de pedra, atividade praticável a pessoas com mobilidade plena e avistar o cerrado por cima. 

Cachoeira do Quilombo, Serra da Canastra

A queda d’água realmente não é alta das cachoeiras da Serra da Canastra, mas, especialmente nos meses de cheia.

Ela é caudalosa e permite que com segurança se tome uma “ducha” da própria cachoeira que vai servir, além do banho, de excelente massagem. 

Cachoeira do Quilombo na Serra da Canastra - De Lugar nenhum
Cachoeira do Quilombo na Serra da Canastra

Como a maioria das cachoeiras do interior do parque, a uma pequena preocupação com o acesso que pode ficar extremamente comprometido nos meses mais chuvosos.

Em dias de sol e pista seca, é mais um dos lugares agradáveis da região. 

Conclusão sobre as cachoeiras da Serra da Canastra

Há, claro, dezenas de outras cachoeiras nos quase dois mil quilômetros quadrados da Serra da Canastra. Estima-se que o parque abriga pelo menos trinta cachoeiras, das quais algumas são acessíveis para banho e outras podem ser exclusivamente contempladas.

A lista das cachoeiras da Serra da Canastra, é uma boa pedida inicial para um visitante de primeira viagem. Porém, a medida que se intensifica o número de visitas, sempre haverá outros lugares e cenários a serem descortinados.  

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Robba Caravieri
Aos 40 anos deixei meu país, o Brasil, para descobrir o mundo. Escolhi Barcelona para ser minha casa por enquanto, mas sou De Lugar Nenhum.

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